Sintra-Azenhas do Mar-Ericeira-Mafra

Guinando para os lados da Sintra litoral fica a beleza das praias a que se vai juntando uma instabilidade no tempo e uma ideia de ‘praia selvagem’ apelativa à aventura e à adrenalina. Para já nem falar da Ericeira, pérola do concelho de Mafra cuja mão-cheia de praias é Reserva Mundial do Surf e de todas as variantes de prancha e vela. E para lá delas o que o mar banha para os lados de Torres Vedras e Lourinhã, prazeres privados em praias cada vez mais agrestes.

Sintra

Sintra, é um daqueles lugares cheios de magia e mistério onde a natureza e o Homem se conjugaram numa simbiose tão perfeita, que a UNESCO o classificou como Património da Humanidade.

Logo na praça principal, vemos o Palácio da Vila com as suas duas chaminés cónicas, tão características, que servirão de bússola para voltar a este ponto de encontro. Datado de finais do século XIV, foi a estância de veraneio de muitos reis ao longo da História de Portugal. Cada sala é decorada de forma diferente e tem uma história a saber, para além de o interior ser uma surpresa pois é um verdadeiro museu do azulejo, com aplicações desde o séc. XVI, do início da sua utilização em Portugal.

Depois de um passeio ao acaso pelas ruelas estreitas e pelas lojas de produtos regionais, sugerimos uma visita ao Palácio e Quinta da Regaleira. É um palácio do séc. XIX, embora pareça ser mais antigo, com uma decoração que impressiona, rica em simbologia maçónica. Muito perto da entrada da Regaleira, fica Seteais, um palácio do séc. XVIII atualmente transformado em hotel. Vale a pena entrar nos jardins e ir até ao miradouro, de onde se vê o Palácio da Pena, o Castelo dos Mouros e o mar ao longe...

Azenhas do Mar

A pequena aldeia das Azenhas do Mar, na freguesia de Colares, Sintra, encanta com o seu casario empoleirado pela falésia abaixo. Existe alguma arquitetura de interesse na aldeia, nomeadamente edifícios com o estilo marcado do Estado Novo, mas é a vista para o mar, a partir do Miradouro das Azenhas do Mar, construído sobre as arribas, que rouba a atenção dos visitantes.

Desenvolvida como estância balnear a partir dos anos 30, a aldeia das Azenhas do Mar termina, no fundo da encosta, com uma pequena praia. As suas piscinas naturais, escavadas na rocha, enchem-se de água salgada ao sabor da maré.

Agosto é indicado para visitar as Azenhas do Mar se, além da paisagem, se quiser apreciar as tradições da terra, como a procissão em honra do padroeiro São Lourenço, em que a povoação carrega os santos até ao mar. O culto de São Lourenço está relacionado com a proteção da vinha, já que aqui é cultivada a “Uva Ramisco” para a produção do Vinho de Colares.

Ericeira

Ericeira é uma vila turística situada a 35 km a noroeste do centro de Lisboa, a 18 km de Sintra e a 8 km de Mafra.

O turismo desempenha um papel fundamental na vida e na economia da Ericeira. Sendo a única reserva mundial de surf na Europa e a terceira no mundo, a freguesia é conhecida mundialmente pelas condições ideias para a prática de surf e bodyboard, em particular nas praias da Foz do Lizandro e da Ribeira D'Ilhas.

Aproveitando a óptima gastronomia local (Peixe e Marisco fresco)e a tranquilidade da pitoresca vila é seguramente um local para pernoitar, por exemplo no parque campismo Ericiera camping e explorar os vários spots a volta desta localidade para surfar…

Mafra

Esta localidade nos arredores de Lisboa, na chamada Região "saloia", que abastecia a capital de produtos hortícolas, é conhecida pelo imponente Palácio-convento, o maior edifício português, construído no séc. XVIII por ordem de D. João V.

O Rei que ainda não tinha filhos, três anos após o seu casamento com D. Maria Ana de Áustria, prometeu aos frades franciscanos que lhes construiria um convento na localidade de Mafra, caso as suas preces para que um herdeiro nascesse, fossem atendidas.

Por ocasião do nascimento de D. Maria Pia (sua filha), iniciou-se a construção do edifício, cujo projecto inicial era bastante modesto. No entanto, e após a contratação do arquitecto alemão Ludovice o projecto sofreu alterações profundas possíveis de concretizar dado o fausto que se vivia em Portugal nessa altura, devido às riquezas provenientes do Brasil.

Assim foi construído este monumento grandioso, (que além do convento para 300 frades, inclui uma basílica e umpalácio real com 666 divisões), num tempo record de 1717 a 1730 para ser inaugurado na data do 41º aniversário do Rei.